Brasil não vence a São Silvestre desde 2010; legião de estrangeiros é forte e terá campeão

Com os seus melhores corredores da atualidade, o Brasil disputa a 94ª Corrida Internacional de São Silvestre, hoje, a partir das 8h20, com a meta de recuperar o topo do pódio da mais tradicional prova do atletismo nacional. Desde 2010, quando Marilson dos Santos venceu os 15km, o país não cruza a linha de chegada em primeiro — no feminino, o jejum é ainda maior: o último título foi de Lucélia Peres, em 2006. O evento reunirá 30 mil corredores de diversas partes do mundo, com largada e chegada na Avenida Paulista. A TV Globo transmite.

No masculino, as atrações nacionais serão Wellington Bezerra — que em 2018 foi campeão das Dez Milhas Garoto, vice na Maratona Internacional de São Paulo e 11º na Maratona de Berlim — e Gilmar Lopes, vice nas Dez Milhas e terceiro na Volta da Pampulha. O Brasil terá ainda Giovani dos Santos, seis vezes campeão da Pampulha e terceiro na 10k Tribuna em 2018, além de Éderson Pereira, melhor brasileiro na São Silvestre do ano passado (12º), quando venceu ainda os 10k de São Bernardo. Em 2018, foi quinto na Pampulha, diz o Extra.

— Quero dar o melhor possível e procurar brigar pelas primeiras colocações. Sei das dificuldades, mas terei uma boa estratégia — declarou Bezerra, lamentando o fim da sua equipe de atletismo, do Cruzeiro, que estava na ativa desde 1984 e terá sete atletas na corrida.

Éderson também está otimista, apesar de ter sofrido duas lesões que o afastaram dos treinamentos por algumas semanas.

— Minha meta nos últimos anos é essa, um lugar no pódio. Em 2014 fui décimo, em 2016, fui sétimo, e, no ano passado, o melhor brasileiro. Vencer é uma coisa que no dia a gente vê, mas meu objetivo é estar no pódio — disse ele, que perdeu o patrocínio este ano.

Joziane Cardoso encabeça o time brasileiro feminino. Melhor do país na São Silvestre de 2017 (10ª), campeã da Pampulha em 2014 e quarta colocada na Tribuna 2018, a corredora é uma das principais atletas do Brasil.

sem a atual campeã

Também estarão na briga Andréia Hessel, campeã da Maratona Internacional de São Paulo e 20ª na Maratona de Frankfurt, ambas este ano, e Tatiele Pereira, melhor brasileira na São Silvestre de 2016 (7ª) e quinta na Meia de Buenos Aires de 2018.

A vida dos Brasileiros na prova, no entanto, não será nada fácil. Entre os destaques estrangeiros, estão o etíope naturalizado bahamense Dawitt Admasu (campeão em 2014 e 2017) e o etíope Sintayehu Hailemicheal, vice no ano passado; os quenianos, Paul Kipkemboi (campeão da Meia Maratona do Rio 2018), Nicholas Kieter (segundo na Volta da Pampulha de 2018) e Edwin Rotich (vice na Meia de Madri de 2017); e o etíope Mosinet Bayih, vice na Maratona de Chicago e campeão da Meia de Buenos Aires.

— Treinei por seis meses, sinto-me bem e espero um bom resultado. Estou pronto para isso — declarou Admasu.

Já no feminino, participarão a queniana Esther Kakuri, campeã da Meia do Rio e da Meia Maratona de Buenos Aires, ambas em 2018, e a etíope Birtukan Alemu, campeã da Flushing Meadowns Queens 10K este ano, nos EUA. Flomena Daniel (Quênia), que venceu em 2017, não correrá hoje.

— Minha expectativa é estar entre as primeiras — revelou Esther Kakuri, sem assumir qualquer favoritismo.

31/12/2018