Brasília estuda extinção do Ministério Público até 2020: O cocô quer enterrar o gato

“Caso eu roube (ou deixe de roubar), deixem que eu decida se investigam ou não.”

Após os incluídos na lista de investigados da Operação Lava Jato darem início a uma preparação ofensiva contra o Ministério Público – responsável pelos pedidos de inquérito contra Renan Calheiros (PMDB-AL) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ) -, suscitou-se no Congresso um forte questionamento acerca da real utilidade da essencial instituição permanente.

“É o ladrão que quer ditar se pode ou não a autoridade investigar suas safadezas políticas. No Brasil, em resumo, o cocô quer enterrar o gato na areia”, afirma Juan Lúcio, cientista político da USP.

Ventila-se por todos os corredores do Palácio do Planalto a possibilidade de ressurreição da Proposta de Emenda Constitucional 37/2011, a famosa PEC 37, que visava, antes da sua derrocada em 2013, a retirada do poder de polícia do Ministério Público, deixando a competência exclusivamente para as polícias federal e civil. Segundo documento anônimo enviado ao e-mail da Presidência da República, a ideia é até 2020 erodir a imagem e os poderes do MP até que se torne inútil aos olhos da opinião pública.

Diario Pernambucano