Semarh conscientiza moradores de Traipu sobre desertificação

Além de palestras, secretaria proporcionou ações para combater o processo de degradação do solo

No Dia Mundial de Combate à Desertificação do Solo, participantes do evento fizeram visita técnica na comunidade de Olho D’Àgua da Cerca, em Traipu; houve ainda um ciclo de debates sobre o assunto.
No Dia Mundial de Combate à Desertificação do Solo, participantes do evento fizeram visita técnica na comunidade de Olho D’Àgua da Cerca, em Traipu; houve ainda um ciclo de debates sobre o assunto.

O Dia Mundial de Combate à Desertificação do Solo não foi data deixada em branco no calendário de conscientização da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh). Na sexta-feira (17) o município de Traipu contou com uma série de ações para conscientização do processo natural que promove complicações sociais e econômicas a quem depende da terra para produzir e ter fonte de renda.

As atividades iniciaram com a geóloga Rochana Andrade, que abriu o ciclo de palestras com informações sobre desertificação e formas úteis para o seu combate.

“A desertificação pode ser combatida com medidas simples, a exemplo da conservação do solo e gestão dos recursos naturais. Posteriormente, a consequência disso é a melhora na qualidade de vida das pessoas”, disse a geóloga, durante a apresentação.

A segunda palestra foi ministrada pelo engenheiro agrônomo Ricardo Ramalho. Com o tema “Práticas Sustentáveis em Combate à Desertificação”, Ramalho deu ênfase à preservação de matas e capoeiras, incentivando sempre o plantio com água, cuidado com as árvores e não realizar queimadas.

A terceira palestra trouxe o tema acerca da “Demonstração de Equipamentos Utilizados para Niveladas Básicas e Declividades”. O comando das informações ficou por conta dos engenheiros agrônomos Geraldo Barreto e Osany Godoy, representantes do Ministério do Meio Ambiente.

O período da tarde em Traipu foi voltado à visita técnica na comunidade de Olho D’Àgua da Cerca para colocar em prática tudo o que foi discutido nas palestras. Agricultores e estudantes puderam ver como as curvas de nível são feitas, além de construção das muretas de pedras. Técnicas de agroecologia para o uso correto do solo foram aplicadas pela equipe da Semarh.

“As palestras foram bastante proveitosas, pois muita coisa sobre desertificação e práticas de manejo para evitá-la eu não sabia, como a mureta de pedra. Foi uma experiência essencial para o meu conhecimento,” explica Eudes Lima, geólogo e professor.

Além da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, o evento contou com as participações da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), Centro Universitário Cesmac, Instituto Federal de Alagoas (Ifal), Unifal, Centro Universitário Tiradentes (Unit) e Unisa. A prefeitura de Traipu também foi parceira do evento que contou ainda com o Instituto Terra Viva, Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) e o Ministério do Meio Ambiente.

Débora Rosset – Agência Alagoas.