Tour da Tocha tem onça abatida, ritual indígena e cachoeiras no 2º dia no AM

Revezamento da tocha olímpica passou por comunidades ribeirinhas de Iranduba, Encontro das Águas, em Manaus, e no município de presidente Figueiredo

Onça foi abatida no mesmo local onde a tocha passou.
Onça foi abatida no mesmo local onde a tocha passou.

O segundo dia do Tour da Tocha no Amazonas foi marcado por emoção e muita natureza. A chama olímpica foi dividida em várias localidades próximas a Manaus e Iranduba e, à tarde, em Presidente Figueiredo, terra das cachoeiras. E o dia teve um pouco de tudo. Um dos momentos tristes foi a morte de uma onça, que foi abatida logo após a passagem do símbolo olímpico pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), do Exército. O felino teria fugido de uma jaula e, mesmo com tranquilizante, tentou atacar um militar, que reagiu com um tiro. Veja no vídeo abaixo

ONÇA ABATIDA NO ZOOLÓGICO

Na manhã desta segunda-feira, durante a passagem do Tour da Tocha pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus, houve um momento de apreensão entre os profissionais da imprensa que estiveram no local. O motivo? A fuga de uma onça do zoológico, por onde a chama olímpica acabara de passar. À tarde, o Comando Militar da Amazônia (CMA) confirmou que um felino foi abatido no local após ter fugido de uma jaula e tentado atacar um militar.O início do trajeto no CIGS foi embalado pela banda do Exército.

O primeiro condutor foi Waldeci Silva, atleta amazonense da luta olímpica, escalado em cima da hora para o percurso. Em seguida, representando os atletas do Exército, veio o cabo Peter Kehinde. Peter é atleta do salto em distância. Sargento Edinei Tomazine, faixa preta de judô, foi o terceiro a conduzir a tocha. Para finalizar, o Igor Simões, que trabalha no Instituto de Pesquisa do Amazonas (Inpa).

RITUAL INDÍGENA PARA A TOCHA

A Tocha Olímpica mergulhou na selva amazônica nesta segunda-feira, no Amazonas. Além de passear com onças e pela trilha na floresta, no Centro de Instrução de Guerra na Sela, a chama fez um passeio fluvial pelo Rio Negro, no município de Iranduba. Um dos pontos altos foi o revezamento em uma tribo indígena, da etnia Dessana, onde o o fogo olímpico foi recepcionado com um ritual. Na reserva sustentável do Tupé, onde está localizada a tribo indígena, o responsável por acender a tocha foi o pajé da comunidade, Kassubi Comu. Que assim que recebeu a chama, fez um ritual.

O Tour da Tocha chegou à Presidente Figueiredo (a 105 quilômetros de Manaus), por volta 17h.  Pouco antes, uma forte chuva caiu sobre a cidade, pondo na cabeça da população (cerca de 5 mil pessoas), que esperava ansiosamente pelo símbolo, a dúvida sobre a passagem da tocha pela cidade. Mas a chuva parou, e a tocha chegou à “Terra das Cachoeiras”. E quer lugar melhor para inovar o percurso? Logo de cara, a chama olímpica encarou uma trilha no meio da mata e foi conhecer a gruta do Galo da Serra e a cachoeira de Iracema. Neste trecho, ela foi conduzida pelo professor do Ensino Fundamental, Genival da Silva.

Seguindo o trajeto, o símbolo partiu para o Centro de Presidente Fuigueiredo, onde encontrou o garoto Lucas Vieira, mais conhecido na cidade como Luquinhas. Ele é deficiente físico, e se tornou famoso em Figueiredo por conseguir avanços  motores significativos fazendo terapia à cavalo. Aliás, o fiel companheiro também participou, meio assustado com a multidão, é verdade, mas dando o apoio necessário para que Luquinhas pudesse conduzir a tocha diante de uma multidão que vibrou a cada passo do garoto.
Por fim, a tocha encerrou sua passagem pelo Amazonas com um passeio de rafting na Corredeira do Urubuí, principal ponto turístico de Presidente Figueiredo. Neste trecho, ela foi conduzida por Zedequias Feitosa, que é do atletismo, mas topou se aventurar em outra “praia” para conduzir a chama olímpica. Pela manhã desta terça, dia 21, o fogo olímpico seguirá para Rio Branco, no Acre, onde terá o revezamento.
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