50 anos do silicone: próteses são um aliado da autoestima

Histórias de mulheres que tiveram as vidas mudadas graças às próteses de silicone e a evolução dos implantes sob a ótica de alguns dos principais cirurgiões plásticos da cidade

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À vontade na piscina

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Com 1,81 m de altura, 63 kg e lindos olhos verdes, é difícil acreditar que alguma coisa estava errada no corpo esguio da modelo Alyne Lira, de 20 anos. “Sempre fui segura com a minha aparência, mas comecei a pensar em pôr silicone ao ver o resultado em algumas amigas que tinham colocado”, diz. No final do ano passado, ela entrou no bisturi e saiu da sala de cirurgia com uma prótese de 325 ml. “Fiquei muito mais feliz do que imaginei que ficaria”, diz. Já com a nova silhueta, Alyne passou a fazer editoriais de lingerie e roupas de banho. Também passou a ser escolhida para fazer fotos com vestido de festas. “Admito que estou usando mais decotes”, ri.

Amamentação após o implante

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A empresária Keily Kristiny Henrique Prado Oliveira, de 45 anos, lembra-se de, ainda criança, ir com a mãe ao salão de beleza para pintar as unhas. Também adorava comprar bijuterias e, se deixassem, usava anéis até nos dedos dos pés. “Sempre fui vaidosa”, afirma. Em 1994, teve seu primeiro filho, Gabriel. Seis anos depois, colocou prótese de silicone. “Voltei a me sentir bem com o meu corpo”, diz ela, que há nove anos engravidou de Daniel. “Amamentei durante um ano e quatro meses, normalmente. A prótese não me atrapalhou em nada. Muito pelo contrário, tive tanto leite que consegui até doar.”

Tudo novo: peito e bumbum

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Quando adolescente, a bancária Alexandrina de Oliveira Gonçalves Ribeiro, de 30 anos, era gordinha. As piadas com seu corpo a incomodavam tanto que ela acabou desenvolvendo bulimia. Precisou de tratamento nutricional e psiquiátrico para se livrar dos fantasmas do passado. Curada, resolveu se cuidar. Perdeu 10 kg e acabou se tornando miss em sua cidade, Santo Antônio do Monte. “Mas, com o emagrecimento, perdi também peito e bumbum”, lembra. Foi então que recorreu às próteses de silicone. Nas nádegas foram 300 ml, colocados em cada lado no início do ano. “O pós-cirúrgico é chato, fiquei mais de 60 dias sem sentar”, diz. O sacrifício valeu a pena. “Qualquer roupa cai bem no meu corpo. Estou me sentindo linda até de pijama.”

A cirurgiã que usa o que recomenda

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“A mama é uma identificação da feminilidade. Esteticamente, é o que de imediato difere os homens das mulheres”, diz Izabella de Moura Guerra Kalil, de 29 anos. Filha do cirurgião plástico Sebastião Nelson Edy Guerra, um dos mais renomados da cidade, ela pôs sua primeira prótese aos 17 anos. “Ele não sucumbiu à minha vontade simplesmente. Ter colocado o implante foi importante para a minha segurança no momento em que estava saindo da adolescência para me tornar mulher.” Hoje cirurgiã plástica especializada em silicone, é ela quem faz isso por outras meninas na mesma situação. Em fevereiro trocou seu implante por um maior. “Assim como as próteses evoluíram, o meu corpo também. A primeira tinha um formato mais achatado na base e, agora, escolhi uma com projeção um pouco maior para deixar o colo ainda mais bonito”.

Número de implantes de silicone na mama pelo mundo*

Estados Unidos: 351.540
Brasil:
206.606
México:
54.669
Alemanha:
52.309
França:
45.354
Colômbia:
42.475
Coreia do Sul:
33.830
Japão:
25.474

revistaencontro.com.br

14/07/16