Suspeito de ser mentor de mega-assalto no Paraguai integra facção paulista e é foragido da Justiça

Maior roubo da história do país aconteceu nesta segunda-feira e polícia acredita em envolvimento de brasileiros.

Um dos suspeitos de ser mentor do mega-assalto, nesta segunda-feira (24), a uma transportadora de valores no Paraguai é integrante do PCC, facção criminosa que age dentro e fora dos presídios de São Paulo. Luciano Castro de Oliveira, o Zequinha, foi condenado a mais de 50 anos de prisão e é foragido da Justiça. Ele é considerado o número um da lista dos criminosos mais procurados de São Paulo.

A identificação dos bandidos envolvidos nos confrontos no Paraná reforçou a suspeita. O maior assalto da história do Paraguai foi feito por ladrões brasileiros e as primeiras investigações, segundo a Polícia, mostram que os envolvidos são do Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. Policiais de três delegacias da Polícia Civil Especializada em roubos receberam a ordem para localizar e prender Zequinha, informa o G1.

As placas de alguns dos carros usados na fuga são de São Paulo e, para a polícia, o comando do assalto foi da maior facção criminosa da capital.

Segundo o delegado da Polícia Federal, Fabiano Bordignon, o assalto não foi feito por amadores. “É um roubo que precisa de um grande e já aconteceu fatos similares no Brasil. Nós tivemos no interior de São Paulo, ataques a empresas de proteção de valores, com grupos fortemente armados. O modus operandi que aconteceu no Paraguai foi um pouco repetido do que já aconteceu no Brasil, o que nos leva a crer que há realmente aí desses presos, alguns são brasileiros e provavelmente uma quadrilha capitaneada em grande parte por, infelizmente, brasileiros, né?”

Para o vice-presidente da Federação dos Policiais Federais, Flavio Verneck, os grandes assaltos a transportadoras de valores foram feitos pela mesma quadrilha, que tem foco no tráfico de drogas.

 “É uma organização criminosa, que viu a possibilidade e viu a rentabilidade versus a falta de resposta do governo dentro desse tipo de crime. Eles vão migrando, agora que eles migraram para o Paraguai”, afirma Flavio Verneck.
25/04/2017