Mãe viaja com filho no colo após empresa aérea vender assento

Uma professora havaiana foi obrigada a viajar durante três horas e meia com seu filho de mais de dois anos no colo, mesmo tenho comprado uma passagem para ele há mais de três meses, porque a companhia aérea vendeu o assento da criança para outra pessoa momentos antes do voo.

Shirley Yamauchi pagou US$ 1 mil em uma passagem para seu filho Taizo, de 27 meses, até porque crianças a partir dos 24 meses não podem viajar no colo dos pais e são obrigadas a ter um assento próprio. Os dois embarcaram em Boston e voltavam para casa no Havaí, informa o G1.

Quando já estavam dentro do avião, eles foram surpreendidos por um passageiro que alegou ser o dono da poltrona e se sentou. Ao chamar uma comissária, Yamauchi ouviu como resposta apenas que “o voo estava lotado” e que nada poderia ser feito.

A professora disse que ficou com medo de reclamar porque se lembrou de casos recentes em que passageiros foram agredidos ao se recusarem a deixar seus assentos ou o ados filhos, como a família Schear e o médico David Dao, que chegou a ser internado e perdeu dois dentes quando se negou a deixar um voo da mesma companhia.

“Comecei a me lembrar de todos aqueles incidentes com a United nos noticiários. A violência. Dentes sendo arrancados aos socos. Sou asiática. Fiquei assustada e me senti desconfortável. Não queria aquelas coisas acontecendo comigo”, disse a professora ao jornal “Hawaii News”.

Yamauchi se conformou então em viajar com a criança no colo, mas diz que ficou praticamente prensada contra a parede do avião porque é uma mulher de pequena estatura e seu filho tem quase a metade do seu tamanho. “Fiquei muito desconfortável. Minha mão e meu braço esquerdo ficaram esmagados. Perdi a sensibilidade das pernas e do braço esquerdo”, afirmou.

Segundo o “Hawaii News”, apenas cinco dias depois do voo a United Airlines reconheceu o erro e se desculpou. De acordo com a companhia aérea, um funcionário não escaneou direito a passagem de Taizo e seu embarque não foi registrado. Com isso, o assento aparecia como vago no sistema e por isso a empresa o vendeu novamente para outro passageiro no próprio aeroporto, momentos antes da decolagem.

A United emitiu um comunicado pedindo desculpas, reembolsou o valor da passagem e diz ter enviado um voucher para que a professora possa fazer novas viagens pela companhia.

Yamauchi, no entanto, diz não saber se voltará a voar pela mesma empresa. “Eu tinha comprado as passagens com antecedência. Fizemos o check-in duas horas antes de embarcar. Eu tinha os recibos e meu bilhete de embarque. E mesmo assim isso aconteceu”, justificou.

05/07/2017